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Taxa de desemprego no Brasil bate recorde no primeiro trimestre

25/06/2021

A taxa de desemprego foi de 14,7% no primeiro trimestre de 2021, recorde da série histórica, iniciada em 2012, segundo o IBGE

A taxa de desemprego no país atingiu recorde de 14,7% no primeiro trimestre de 2021. A taxa tinha sido de 13,9% no quarto trimestre de 2020 e de 12,2% no primeiro trimestre de 2020, mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É a maior taxa de toda a série histórica do IBGE, iniciada em 2012. O resultado ficou em linha com a mediana das expectativas de 27 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor , que apontava para uma taxa de 14,7%. O intervalo das projeções ia de 14,6% a 15,2%.

No primeiro trimestre de 2021, o país tinha 14,805 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, sem encontrá-lo, também o maior já registrado pela série histórica do IBGE. O número aponta crescimento de 6,3% frente ao quarto trimestre (880 mil pessoas a mais) e alta de 15,2% frente a igual período de 2020 (1,956 milhão de pessoas a mais).

 

No período, a população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) era de 85,7 milhões de pessoas. Isso representa estabilidade em relação ao quarto trimestre e queda de 7,1% em relação ao primeiro trimestre de 2020 (6,6 milhões de pessoas a menos).

Já a força de trabalho – que soma pessoas ocupadas ou em busca de empregos com 14 anos ou mais de idade – estava em 100,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, considerada estatisticamente estável frente quarto trimestre e 4,4% abaixo de igual período de 2020 (4,6 milhões de pessoas a menos).

Outro recorde do trimestre foi da população desalentada - pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar vaga -, que foi de 5,970 milhões de pessoas.

 

Salários

 

A massa de rendimentos real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) foi de R$ 212,514 bilhões no primeiro trimestre de 2021.

O número é 1,5% inferior ao do quarto trimestre (R$ 3,159 bilhões a menos), embora seja considerado estatisticamente estável pelo IBGE. Frente ao primeiro trimestre de 2020, a queda é de 6,7% (menos R$ 15,205 bilhões).

A renda média dos trabalhadores ficou em R$ 2.544. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores considera a soma de todos os trabalhos. O resultado é 0,9% inferior ao do quarto trimestre de 2020 e 0,8% superior ao do primeiro trimestre de 2020, embora as variações estejam dentro do intervalo de erro da pesquisa, segundo o IBGE, ou seja, podem ser consideradas estatisticamente estáveis.

 

Estados

 

Oito das 27 unidades da federação tiveram alta na taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2021, em comparação com o quarto trimestre de 2020, mostram dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego nacional no primeiro trimestre atingiu recorde de 14,7%, ante 13,9% do quarto trimestre.

As maiores taxas de desemprego no país no primeiro trimestre foram registrada em Pernambuco e Bahia - ambas com 21,3% -, seguidos por Sergipe (20,9%) e Alagoas (20,0%). Já a menor foi em Santa Catarina, de 6,2%. Junto com ela, apenas Rio Grande do Sul (9,2%), Paraná (9,3%) e Mato Grosso (9,9%) tiveram taxas abaixo de 10%.

No Estado de São Paulo, o desemprego ficou estável em 14,6% no primeiro trimestre, ante o quarto trimestre. No Rio de Janeiro, o desemprego também ficou estável em 19,4%, considerando a mesma base de comparação.

 

Trabalhadores por conta própria

 

A necessidade de busca de renda em um mercado de trabalho sem oportunidades fez o número de trabalhadores por conta por própria avançar 1,4% no primeiro trimestre de 2021 frente ao quarto trimestre de 2020. Ao todo, foram 252 mil trabalhadores a mais nesta condição no primeiro trimestre do ano, que totalizaram 17,968 milhões de pessoas, segundo a Pnad Contínua. Enquanto isso, a população ocupada total teve queda de 0,6% (529 mil pessoas a menos), para 85,650 milhões.

Quando se olha a população informal como um todo, no entanto, o contingente ficou em 33,960 milhões de pessoas, abaixo dos 34,029 milhões do quarto trimestre de 2020, um recuo de 0,2%, embora seja classificado pelo IBGE como estatisticamente estável.

Com isso, destaca Adriana Beringuy, gerente da pesquisa, foi interrompida a tendência observada em meses anteriores, em que a população ocupada crescia puxada pelos postos de trabalho informais. Na sua avaliação, no entanto, não é possível identificar se o movimento é explicado pela piora da pandemia ou pela sazonalidade do período.

“A população ocupada vinha sendo puxada pela informalidade. Como a informalidade não cresceu e a população ocupada ficou estável [estatisticamente], não dá para saber se a queda da informalidade está só relacionada à sazonalidade ou à piora da pandemia”, explica ela.

A população informal como um todo inclui, além do trabalhador por conta própria, o empregado do setor privado sem carteira assinada, o trabalhador sem carteira, o empregador sem CNPJ e o trabalhador familiar auxiliar.

(Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor)

 

Fonte: VALOR INVEST
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