Quase 2 milhões de pessoas se afastaram do trabalho em 2017 no País

19/03/2018

“Dores nas costas, fraturas, depressão e o câncer de mama foram as principais doenças responsáveis pelo afastamento de trabalhadores no País, ano passado. No total, 1,9 milhão de pessoas ficaram fora de seus empregos, recebendo o auxílio doença, segundo levantamento da Secretaria de Previdência Social. Na região, esse contingente foi de 22.521 pessoas, em 2017 (leia mais no quadro abaixo).

A dor nas costas lidera, como causa de afastamentos: foram 83,8 mil casos em 2017. Estatísticas oficiais da União revelam que, nos últimos dez anos, a enfermidade tem liderado a lista de doenças mais frequentes entre os auxílios-doença concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em segundo lugar está a fratura de perna, incluindo de tornozelo, com 79,5 mil casos, seguido por fratura ao nível do punho e da mão, com registro de 60,3 mil casos.

As doenças ligadas aos transtornos mentais, como depressão e síndromes, também apresentam números significativos de afastamentos. Episódios depressivos, por exemplo, geraram 43,3 mil auxílios-doença em 2017 – foi a 10ª doença com mais afastamentos.

Enfermidades classificadas como transtornos ansiosos também apareceram entre as que mais afastaram em no ano passado, com a 15ª posição – 28,9 mil casos. O câncer de mama apareceu pela primeira vez nos últimos três anos entre as enfermidades mais incidentes. Ficou em 20º – gerou auxílio-doença em 21 mil casos.

O advogado Celso Joaquim Jorgetti, da Advocacia Jorgetti, explica, o segurado do INSS que sofre uma lesão grave ou um acidente, deve procurar um médico para avaliar se existe incapacitação para o trabalho. “Depois dos exames, constatada a incapacidade, o médico dará um atestado, determinando o período de afastamento. E a empresa automaticamente agenda uma perícia no INSS para a comprovação da incapacidade do empregado”.

Jorgetti ressalta que, depois de 15 dias de afastamento, o segurado passa por perícia no INSS e, em sendo comprovada a incapacidade, será concedido o auxílio-doença.

Os especialistas destacam que o auxílio-doença é classificado em dois tipos: comum e acidentário. O auxílio-doença comum é concedido a todos os trabalhadores, incluindo o doméstico e o autônomo; não prevê estabilidade no emprego e o empregador não é obrigado a depositar o FGTS durante o benefício.”

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