CPTM recua e propõe 7,5% de reajuste aos trabalhadores

25/05/2016

Não houve acordo em mais uma tentativa de conciliação envolvendo a CPTM e os quatro sindicatos que representam seus trabalhadores. A empresa retirou da mesa a proposta feita no encontro anterior, de 10,44% em duas parcelas. A nova oferta é de 7,5% sobre salários e benefícios, retroativos a março de 2016, sem equiparação de benefícios aos valores pagos aos metroviários.

O encontro foi conduzido pelo vice-presidente judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, desembargador Wilson Fernandes, que concedeu prazo de 24 horas para apresentação de defesa e documentos. Na sequência, o processo segue para análise do Ministério Público do Trabalho e, depois, para o relator sorteado. Será então agendado o julgamento.

Diante da falta de acordo e possibilidade iminente de uma paralisação, Fernandes determinou a manutenção de 80% do efetivo de maquinistas. Em relação aos demais empregados, o contingente é de 60% nos horários de pico (entre 4h e 10h e entre 16h e 21h) e de 50% nos demais horários. A liminar proíbe ainda liberação de catracas. Em caso de descumprimento, há previsão de pagamento de multa diária no importe de R$ 100 mil.

A CPTM tem até o início das assembleias, que serão realizadas nesta segunda-feira (23), às 18h, para informar se volta a ofertar o reajuste de 10,44%.

Texto: Seção de Assessoria de Imprensa – Secom/TRT-2