Perdeu a carteira de trabalho? Saiba como recuperar seus registros

18/12/2017

Para pessoas que tem experiência no mercado de trabalho, a CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social) é um documento extremamente importante. Além de registrar toda a trajetória profissional, ela também é indispensável na hora de dar entrada na aposentadoria.

Por isso, quando esse documento é perdido ou roubado, a maior preocupação é como recuperar os registros. Se esse é o seu caso, veja abaixo o que você precisa fazer:

Boletim de ocorrência

O primeiro passo é registrar um B.O. (boletim de ocorrência), informando como o documento foi perdido ou roubado.

O procedimento pode ser feito através de uma delegacia virtual em casos de perda ou furto. No entanto, se a carteira tiver sido roubada com uso de violência, é necessário ir à uma delegacia e fazer o boletim pessoalmente.

Nova carteira

Após ter feito o boletim, é preciso solicitar uma nova carteira profissional à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. Caso não haja uma em sua cidade, o recomendado é procurar pelo PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador).

Experiência profissional

Para recuperar os registros anteriores, é preciso solicitar à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego o lançamento que os antigos empregadores fizeram ao Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e à Rais (Relação Anual de Informações Sociais).

Esses dois sistemas estão relacionados ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) e são responsáveis por repassar as informações relacionadas aos empregados.

No entanto, os dados começaram a ser coletados apenas em 1976. Por isso, se a carteira perdida tinha registros anteriores a esse período, não será possível recuperá-los dessa forma. Nesses casos, a pessoa precisa procurar as empresas nas quais trabalhou para que os registros possam ser repassados para a nova carteira.

Agora, caso a empresa não tenha enviado os dados ao Caged e à Rais ou tenha decretado falência, o empregado precisa pedir ajuda a superintendência, que vai encaminhá-lo para a Justiça do Trabalho.

 

Fonte: Metro Jornal